Fundada em 22 de setembro de 2000 e tendo iniciado suas atividades em 08 de janeiro de 2001, a JURISCRED surgiu da idéia de dois magistrados de implantar uma instituição financeira que reunisse a classe e que, sobretudo, servisse como modelo de organização democrática.
E assim nasceu a JURISCRED
Por: Moacir Ribeiro
Diretor de Marketing da JURISCRED
A idéia
José Francisco Costa Filho, juiz aposentado, em conversa informal com o juiz Otávio Leão Praxedes, Presidente da Associação Alagoana de Magistrados – ALMAGIS observou que o cooperativismo vinha se expandindo entre as entidades de magistrados do país, citando algumas como as do Rio Grande do Sul, de São Paulo e outras em formação abrangendo categorias profissionais do segmento jurídico.
De pronto, o presidente da ALMAGIS em acatando a idéia, tratou de baixar portaria criando a Comissão Organizadora composta pelos juízes Maurílio da Silva Ferraz, seu presidente, Moacir de Carvalho Ribeiro e José Francisco Costa Filho, sendo estes aposentados, para a elaboração do Estatuto Social da cooperativa e manter contatos pessoais com a Diretoria Regional do Banco Central do Brasil, com sede em Recife. Determinou ainda que a Comissão ocupasse dependência da sede administrativa da ALMAGIS e dispusesse de toda a estrutura de apoio da Associação, inclusive de pessoal e de material de expediente e do que mais fosse necessário ao seu bom desempenho.
Assim instalada, a Comissão trabalhou sério e com objetividade, tanto que ao cabo de noventa dias já havia contatado com a OCEAL, organização que supervisiona as cooperativas do Estado de Alagoas, onde colheu informações importantes e de grande valia para o seu trabalho. Nesse diapasão, esteve em visita às duas maiores cooperativas de economia e de crédito mútuo instaladas em Maceió, a Unicred (de Médicos, Odontólogos e Profissionais da Saúde) e a Federalcred (de Policiais Federais e Rodoviários), a primeira com mais de oito anos de atividade e a segunda, com três anos de operações.
BC
Entendendo que o pequeno quadro de magistrados do Estado de Alagoas (216 juízes) não seria suficiente para garantir uma rápida ascensão da Cooperativa com um desenvolvimento à altura da classe, a Comissão, ouvindo o presidente Otávio Leão Praxedes, que encampou a sugestão, procurou obter o apoio do Ministério Público, por sua associação, a AMPAL, e da Procuradoria Geral do Estado, também por intermédio da APE. Com essas três colunas de sustentação, os horizontes da Cooperativa se ampliavam, pois passaria a instituição a contar com mais de seiscentos aderentes potenciais só com as três categorias.
Querendo ir mais longe, a Comissão conseguiu o apoio de mais dois segmentos: a dos servidores do Tribunal de Justiça e do Sindicato dos Serventuários e Funcionários da Justiça Estadual de Alagoas – SERJAL. Garantido esse apoio, partiu a Comissão para o Estatuto Social, e para isso buscou na Internet a legislação federal pertinente ao cooperativismo brasileiro, inclusive atos normativos, instruções do Bacen, enfim, tudo o que fosse imprescindível para um bom trabalho da Comissão Organizadora, na elaboração do Estatuto.
A sigla
Concluída essa etapa, a Comissão dirigiu-se ao Banco Central do Brasil, em sua sede regional, na cidade de Recife e lá, perante o Gerente Dagberto Cavalcante Pereira de Melo e seu substituto, Manoel Camilo Brollo, apresentou o projeto do Estatuto que examinado demoradamente, recebeu aprovação preliminar, acompanhada de sugestão para redução do tamanho do título da Cooperativa, trocando “Ministério Público e Procuradoria do Estado” por “Órgãos Jurídicos Estaduais”.
Obtida essa aprovação prévia, foi solicitada à AMPAL e a APE que indicassem seus representantes para integrarem a Comissão Organizadora. Assim ampliada, passou a mesma a contar com a colaboração dos promotores aposentados, Crisologo Cerqueira de Souza, Wilson da Silva Barros e, posteriormente, com o Procurador do Estado Evilásio Feitosa da Silva. Daí por diante, voltou a sua atenção para a redação final do Estatuto Social e, em seguida, expedir informativo a todo o público-alvo da Cooperativa, incluindo cópia do Estatuto e de uma cartilha denominada de “Manual JURISCRED” que destacava os pontos essenciais das atividades cooperativistas e as vantagens do sistema em relação às operações de um banco comercial.
Nesse mesmo pacote de informações formulou-se convite para o comparecimento dos interessados à Assembléia Geral de Constituição da Cooperativa, com a finalidade de aprovar o Estatuto Social e eleger a sua primeira Diretoria e Conselho Fiscal com respectivos suplentes. Nessa altura, já estava escolhido o melhor desenho dos pinheiros, símbolo internacional do cooperativismo, trabalho artístico esse, desenvolvido pelo habilidoso colega aposentado, Dr. Frederico G. B. Medeiros e uma “designer” para trabalhar a logomarca da Cooperativa. A sigla JURISCRED foi criada pelos próprios membros da Comissão.
A assembléia
Para esse ato solene realizado no dia 22 de setembro, ocupou-se um dos auditórios do Fórum Des. Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, promovendo-se após a realização da Assembléia Geral da Constituição um coquetel de confraternização entre os sócios fundadores, cuja despesa foi rateada entre as três entidades promotoras do empreendimento. Prestigiaram a Assembléia cinqüenta fundadores. Embora uma recente decisão do BACEN tivesse reduzido o capital inicial das cooperativas para R$ 4.300,00 (quatro mil e trezentos reais), a cooperativa nasceu com um capital de R$ 25 mil, distribuído pelos 50 subscritores de 25 mil quotas no valor de R$ 1,00 (um real) cada uma, a ser integralizado individualmente, em duas parcelas iguais de R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais), paga a primeira à vista na mesma data da fundação e a segunda com cheque para o dia 30 de novembro de 2000. Esse valor, pago inicialmente, correspondente a 50% da integralização, por determinação do BACEN, foi depositado na conta corrente de um dos diretores eleitos da Cooperativa. O Banco Central forneceu um CNPJ provisório para efeito de comunicação entre a Cooperativa e o BACEN, sendo vedado o seu uso para o comércio na compra de equipamentos, móveis, utensílios, aparelhos de informática e seus periféricos, etc.
A autorização
Concluída essa etapa, passou a comissão a reunir toda a documentação necessária para o encaminhamento ao Banco Central, do pedido de autorização para funcionamento através de sua Diretoria Regional, o qual foi feito pessoalmente. O Estatuto Social aprovado; e relação dos 50 sócios fundadores, com as informações individuais exigidas pela legislação das cooperativas e o comprovante do depósito bancário efetuado no Banco do Brasil na conta do Diretor responsável, relativo aos R$ 12.500, 00 (doze mil e quinhentos reais) da primeira parcela da integralização inicial, seguiram apensos à respectiva petição.
Enquanto o Banco Central em Brasília examinava e decidia o pleito, eram arregimentadas as três entidades responsáveis pela criação da Cooperativa para a tarefa mais difícil que era a de dar o respaldo financeiro necessário à aquisição dos equipamentos eletrônicos, móveis e utensílios, condicionadores de ar, imprescindíveis ao seu funcionamento, inclusive todo o material de expediente utilizado pelos estabelecimentos bancários.
Esse foi o investimento mais vultoso para as associações, entretanto, decidiu a Diretoria eleita que, no momento oportuno, metade do valor desse investimento seria revertida em cotas de capital para cada entidade.
A tão esperada decisão do Banco Central não tardou a chegar, pois em 27 de outubro de 2000, o Diário Oficial da União publicava a autorização para o funcionamento da Cooperativa. Quando essa autorização efetuou-se, muitas providências já haviam sido tomadas. Em 26 de novembro, foi dada posse à Diretoria Executiva, ao Conselho Fiscal e seus respectivos suplentes, em solenidade simples realizada no Auditório da Escola Superior da Magistratura de Alagoas, oficializada pelo Des. Orlando Monteiro Cavalcanti Manso, presidente do Tribunal de Justiça.
Despesas
Para evitar despesa fora do alcance da Cooperativa no início de suas atividades, como saída, a Diretoria Executiva eleita renunciou a qualquer tipo de remuneração, até que a 1ª Assembléia Geral Ordinária a ter lugar no dia 22 de março de 2002, entendeu decidir ao contrário.
Conseguiu-se a cessão de um espaço físico no edifício do Fórum Muniz Falcão, para sede provisória da JURISCRED. Para que isso acontecesse foi necessária a autorização da Corregedoria Geral da Justiça, numa deferência especial do titular do então, Des. José Fernandes de Holanda Ferreira. Localizada no centro da cidade, defronte à Agência Livramento do Banco do Brasil S.A., instituição oficial que viria a ser parceiro, por escolha, não só pela segurança que oferece, como também pela sua experiência em lidar com cooperativas.
Como conseqüência, tratou-se de se estabelecer convênios com esse estabelecimento visando o fornecimento de folhas de cheque em formulário contínuo, com o logotipo do Banco e a marca da JURISCRED, como também outro protocolo sobre a cobrança de taxas pela compensação de cheques variando estas em função do volume dos lançamentos mensais. Ficou ainda conveniado o fornecimento do cartão Visa-Electron, para saques 24 horas e garantia de cheque com limite diário fixado, podendo ser transformado em cartão de crédito, caso deseje o seu portador, pagando uma taxa específica.
Mais recentemente firmou-se convênio para fornecimento de talão de cheques com um novo design e impressão a laser. Essa parceria até agora tem produzido bons frutos, mercê de um excelente relacionamento entre a Diretoria Executiva e a Gerência Geral do Banco do Brasil na pessoa de Dr. Manuel Lino Dória Sobrinho. Para maior garantia e segurança na operacionalização dos serviços, contratou-se o Sistema de Crédito Cooperativo – SICRED, respeitada instituição do Rio Grande do Sul que detém uma grande fatia do mercado nacional nesse ramo. Até agora essa parceria apresenta-se sólida e tranqüila, não há queixa a registrar.
Adaptado o espaço cedido para funcionar tal como um banco, recebeu a JURISCRED outra gentileza, desta vez do presidente do Tribunal de Justiça, Des. Orlando Monteiro Cavalcanti Manso, que doou uma porta de vidro blindex, própria de estabelecimento bancário.
Outro cuidado foi o de reforçar a segurança física das dependências com gradeamento em ferro e alarme eletrônico. A Cooperativa é grata pela compreensão dos presidentes das associações de classes, ALMAGIS, AMPAL, APE, e SERJAL, pelo apoio total e fundamental para que a JURISCRED se tornasse essa realidade.
Colaboradores
Em relação ao corpo funcional foi promovido o recrutamento de pessoal através da RACIONAL – Assessoria Organizacional, empresa com 15 anos de experiência no mercado alagoano, isso para neutralizar pedidos e nepotismo envolvendo familiares dos dirigentes da Cooperativa. Desse trabalho resultou a seleção da nossa gerente, a contadora Andréa Patrícia de Lima Nascimento, egressa da Unicred, respeitada Cooperativa de Médicos e demais profissionais de saúde, e do supervisor operacional, Pedro Athayde Filho, saído da Federalcred.
Para o atendimento ao público e serviço de caixa, mais uma vez as entidades chegaram com o seu apoio cedendo funcionários pelo período de um ano. Da ALMAGIS veio Maria Valéria Viana; da AMPAL, Ana Carolina de Carvalho; da APE Janine Marques e pelo SERJAL, Silvânia Silva de Souza. Ao iniciar suas atividades no dia 08 de janeiro de 2001, a JURISCRED contava com o seguinte quadro de servidores: uma gerente, um técnico de informática, dois caixas, duas recepcionistas e uma auxiliar de serviços gerais. Dos servidores cedidos, somente a funcionária do SERJAL, Silvânia Silva de Souza, teve sua cessão prorrogada a pedido da Diretoria Executiva da JURISCRED, pela comprovada dedicação e eficiência no desempenho de suas atribuições.
Inauguração
No dia 08 de janeiro de 2001 a JURISCRED abriu sua portas. Depois de uma inauguração solene, com benção do Padre Henrique Soares Costa, seguida de um coquetel oferecido às autoridades presentes, registrou- se o primeiro depósito à vista no valor de noventa mil reais, determinado pelo presidente da ALMAGIS, Dr. Otávio Leão Prexedes, dinheiro esse que serviu para ajudar a Cooperativa em seus primeiros passos. Também nessa ocasião festiva, foi entregue o primeiro talonário de cheques à maior cotista, juíza Francisca Arlinda de Oliveira Almeida, cuja capitalização inicial ultrapassou a quotização dos fundadores. Daí por diante a meta era manter o ritmo de crescimento da Cooperativa, com novas adesões e com um desempenho voltado para a sua afirmação entre os cooperados potenciais. Assinaram a ata da Assembléia Geral de Constituição cinqüenta fundadores, porém ao início das atividades já estavam matriculados 81 associados. Até o final de 2001 o total de cooperados já somava 347. O resultado financeiro do primeiro mês de atividade foi positivo. Considerando a contenção de despesas nesse princípio excessivamente cauteloso, as sobras (lucro) de R$ 526,28 serviu como um forte estímulo para os diretores e funcionários enfrentarem o desafio de constituírem o progresso da Cooperativa. No final do exercício as sobras líquidas (lucro líquido) chegaram a R$ 62.319,53. O quadro financeiro atual é de total tranqüilidade.
Resultado
Como acontece com todo sistema cooperativista, a JURISCRED não visa lucros. O capital aqui aplicado é rateado entre seus associados respeitando a legislação e o próprio Estatuto que define em Assembléia Geral a distribuição das sobras (lucro) considerando a retenção da parte estatutária, os chamados fundos de reserva.
Fundada com um capital inicial de 25 mil reais, a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Membros do Poder Judiciário, do Ministério Público e de Órgão Jurídicos em Alagoas, JURISCRED ocupa hoje o lugar de segunda maior cooperativa de créditos de Alagoas e está entre as dez maiores do Nordeste.
Contudo, seu crescimento não foi apenas financeiro. Hoje a cooperativa conta com três postos de atendimento no Estado e mais de mil associados. Esse crescimento é o reflexo da credibilidade de uma instituição de caráter associativo e que tem, ao longo dos anos, trabalhado para atender as necessidades econômicas, sociais e culturais de seus sócios e colaboradores.
Venha fazer parte da nossa família!

